22 de outubro de 2017

Pai de autor dos disparos em escola está 'sem chão'

Pai de autor dos disparos em escola está 'sem chão': Assessor de imprensa da Polícia Militar conversou com colega, que é major em Goiânia
© Reprodução Assessor de imprensa da Polícia Militar conversou com colega, que é major em Goiânia

Sem chão, transtornado, perplexo são adjetivos usados pelo tenente-coronel Marcelo Granja, assessor de imprensa da Polícia Militar, para descrever o estado de espírito do pai do adolescente que atirou em colegas no Colégio Goyases, nesta sexta-feira (20), matando dois e ferindo outros quatro alunos.
+ Mãe pede que não julguem filho morto em escola: 'não foi assim'
Tanto o pai quanto a mãe do jovem, que teve a internação temporária decretada neste sábado (21), são militares em Goiânia, onde ocorreu o atentado. O pai é major. "Eu liguei e falei como amigo, não como policial. Ele agradeceu e disse que está sem chão, que não imaginava uma situação dessas. Disse que não sabe como vai ser a partir de agora. Está muito transtornado e perplexo", disse ao G1.
 Granja contou que, coincidentemente, na manhã do crime estava estava com o colega em um congresso. "Por volta de 11h, nos despedimos e fomos almoçar, cada um em um local. Menos de uma hora depois, fiquei sabendo. Quando cheguei à escola, ele já estava lá". Os dois militares serão ouvidos pela Corregedoria da Polícia Militar nesta semana. A arma do crime, uma pistola .40, pertencia à mãe do menino.

 

Menina baleada por colega em Goiânia pode ficar paraplégica

Tiroteio em escola de Goiânia (GO) – Colégio Goyases: Um tiroteio na manhã de sexta-feira (20) no Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, em Goiânia, deixou dois mortos, dois meninos entre 10 e 12 anos, e mais quatro feridos.
© VEJA.com Um tiroteio na manhã de sexta-feira (20) no Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, em Goiânia, deixou dois mortos, dois meninos entre 10 e 12 anos, e mais quatro feridos.
A adolescente I. M., de 14 anos, baleada pelo colega atirador em Goiânia, corre o risco de ficar paraplégica, segundo o relato de seu tio, Odair José, que ouviu a informação da equipe médica, para o jornal Metrópoles, de Brasília. A jovem segue internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).

A adolescente atingida por 2 tiros, alojados na coluna e no pescoço, está sedada e respira com a ajuda de aparelhos. De acordo com as informações repassadas pela equipe médica do hospital no dia da tragédia, é o quadro mais complicado entre os 4 adolescente feridos durante o tiroteio.
O tio afirmou  à reportagem que os médicos aguardam o estado clínico da estudante estabilizar para que possa ser feita a cirurgia de retirada das balas que estão na coluna e no pescoço.
Ainda de acordo com o Metrópoles, Isadora abriu os olhos e conseguiu mexer a cabeça. Além da adolescente, outras duas vítimas do ataque seguem internadas e uma teve alta neste domingo.

 

Pais de garoto que atirou em colegas temem retaliação

Tiroteio em escola de Goiânia (GO) – Colégio Goyases: Um tiroteio na manhã desta sexta-feira (20) no Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, em Goiânia, deixou dois mortos, dois meninos entre 10 e 12 anos, e mais quatro feridos, segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.
© VEJA.com Um tiroteio na manhã desta sexta-feira (20) no Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, em Goiânia, deixou dois mortos, dois meninos entre 10 e 12 anos, e mais quatro feridos, segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Polícia…

A família do adolescente de 14 anos, que matou dois colegas a tiros no colégio da rede privada Goyases, em Goiânia, teme pela vida do garoto após sua internação e tenta, na Justiça, mantê-lo em uma cela separada dos demais internos. Esta é, no momento, a principal estratégia da defesa do menino, que está recolhido num local à parte na Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (DEPAI). Como é acusado de dois homicídios e quatro tentativas de assassinato, a expectativa da própria defesa é que ele receba a punição máxima e fique internado por um período máximo de três anos no Centro de Internação para Adolescentes, em Goiânia.
A advogada Rosângela Magalhães de Almeida, no entanto, afirma que ele não pode ser colocado em qualquer instituição socio-educativa devido à repercussão do caso e pelo fato de os seus pais serem militares — o pai é major e a mãe, sargento da Polícia Militar de Goiás. Segundo ela, o pai já foi por muitos anos o responsável pela segurança do presídio de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital do estado. “Ele corre risco de vida porque os pais são militares. E você sabe como é? Os bandidos podem querer retaliar o pai por meio do filho. Além disso, há o risco de linchamento pelo caso ter sido amplamente divulgado”, disse a advogada a VEJA. Segundo ela, o garoto lhe disse ontem estar “arrependido” do crime que cometeu.
A mãe do garoto está internada em um hospital local e tem passado os últimos dois dias à base de calmantes. Ela entrou em estado de choque na última sexta-feira ao ir na escola Goyases e se deparar com a correria de crianças assustadas e feridas, e o filho algemado. O pai, por sua vez, está “sem reação”, nas palavras da advogada, que passou a manhã deste domingo conversando com ele. “Ele era um garoto muito introvertido, mas era exemplar, só tirava boas notas na escola e tinha uma família estruturada. Ninguém esperava que isso aconteceria”, disse ela, frisando que o menino não sofria de nenhum transtorno psicológico. Ela, no entanto, confirmou que o garoto relatava aos pais constantes casos de bullying na escola, como xingamentos de “fedorento” e “merda” por parte de colegas de classe.
A juíza plantonista Mônica Cezar Moreno Senhorelo determinou neste sábado a internação provisória do adolescente por 45 dias, o limite máximo previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) numa decisão preliminar. Atendendo a um pedido da defesa, a magistrada autorizou que ele continue na delegacia até a audiência no Juizado da Infância e Juventude, que deve acontecer nesta segunda-feira.
A defesa também tenta afastar a possibilidade de responsabilização dos pais pelos crimes cometidos pelo garoto. A arma que ele usava, uma pistola .40, pertencia à mãe. A advogada não quis detalhar como pistola estava guardada e como o filho teve acesso a ela. Disse apenas que a arma estava “muito bem acondicionada”. “Não houve nenhuma negligência por parte dos pais. E ele nunca tinha manuseado a arma, seus pais nunca o ensinaram a atirar”, completou.
Em depoimento à polícia, o garoto disse que sacou a arma da mochila no meio classe e que deu o primeiro disparo sem querer com ela ainda na mala. Depois, mirou e disparou em seu desafeto na escola, que morreu. Em seguida, descarregou o pente de onze balas aleatoriamente, atingindo um amigo seu, que também faleceu, e mais quatro colegas. As duas vítimas de 13 anos foram sepultadas neste sábado.

 

Simone tranquiliza fãs após show sem a irmã, Simaria: 'Volta semana que vem'

Slide 1 de 8: Simone tranquilizou os fãs após o show sem a irmã, Simaria, no sábado, 21 de outubro de 2017
Simone tranquilizou os fãs sobre o estado de saúde de Simaria depois de subir ao palco sem a irmã nos shows de Joinville e Curitiba, no sábado (21). "Ontem fiz os dois shows da noite sem minha bebê, porque ela está dodói... mas semana que vem ela estará de volta aos palcos. Obrigada a todos pela compreensão e carinho", escreveu Simone em seu perfil no Instagram, neste domingo (22).

Simaria teve infecção alimentar

O perfil oficial da dupla explicou que Simaria precisou se afastar para tratar de uma infecção alimentar: "Obrigada a toda turma que compareceram aos dois shows na noite de ontem em Curitiba (PR) no Villa Mix Festival e em Joinville (SC), foi lindo demais! Infelizmente, Simaria teve uma infecção alimentar e não pôde participar dessas apresentações, mas contamos com a melhora da nossa coleguinha que, se Deus quiser, seguirá cumprindo a agenda de shows normalmente nos próximos dias".

Cantora sofreu com falta de voz em show

Em agosto, Simaria passou por um momento complicado ao ficar sem voz em um show no festival "Garota VIP", no Rio de Janeiro. A cantora ficou emocionada e chorou no palco: "Estou muito triste. Queria muito fazer um show massa. Mas não vai dar. Não gosto de subir no palco e não cantar".

Simone conta como equilibra casamento e carreira

Casada com o piloto Kaká Diniz, por quem foi "trollada" em um vídeo, Simone disse que o trabalho tem afetado a vida sexual. Ao "GShow", a cantora contou como consegue equilibrar a profissão e o casamento: "Rapaz, eu tô numa seca miserável! Quando tem uma folguinha, eu corro pros braços dele ou ele pros meus. A gente vai se virando, se adaptando e fazendo de acordo. Porque, graças a Deus, ele é um marido maravilhoso que me apoia muito na carreira". A sertaneja, aliás, assumiu que tem ciúmes do companheiro: "Eu sou um pouco ciumenta. Vou contar uma história para vocês legal. Uma vez no show tinha uma mulher que tava chamando muito atenção dele e tava querendo falar com ele. Ele tava quietinho. Mulher, ela subiu no palco por trás. Quando eu vi ela indo na direção dele, eu estava cantando na hora, eu peguei e falei 'desce ou quebro tua cara'".
 

Coordenadora conta como convenceu garoto a parar de atirar

Simone Maulaz Elteto, coordenadora do Colégio Goyases
© TV Globo Simone Maulaz Elteto, coordenadora do Colégio Goyases

A coordenadora do colégio Goyases, Simone Maulaz Elteto, relatou neste domingo, em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, como conseguiu convencer o adolescente de 14 a parar de atirar e a travar a pistola .40, com a qual havia matado dois colegas de classe e ferido outros quatro. O crime aconteceu por volta das 12 horas desta sexta-feira em Goiânia.
Simone contou que correu até a sala do oitavo ano após ouvir os disparos. Quando chegou, os alunos já haviam fugido e a classe estava vazia, com exceção de três adolescentes caídos no chão — João Pedro Calembo e João Vitor Gomes, ambos de 13 anos, estavam mortos e uma garota, ferida (ela continua internada até hoje). Segundo a coordenadora, o garoto estava alterado, pedia para que chamassem o seu pai, e não quis entregar a arma na primeira oportunidade. Simone, então, fez um apelo para que ele se acalmasse e o convenceu a ir à biblioteca, um lugar mais reservado dentro da escola — mesmo assim, ele continuava com a arma em punho destravada.
“Eu fiquei com muito medo de ele entrar nas salas onde havia outros alunos. Eu tive que impedi-lo. Nesse momento, eu me posicionei em frente a ele, sem movimentos bruscos. A arma ficou posicionada no meu abdômen, a mão direita eu coloquei no ombro dele e a mão esquerda eu fui empurrando devagar para o rumo da parede, em direção a uma sala que eu sabia que estava sem alunos. Depois consegui segurar a mão dele com as duas mãos e falei: ‘vem comigo. tudo vai ser resolvido'”, relatou a coordenadora que trabalha no colégio há mais de dez anos.
Na biblioteca, a coordenadora escolar tentou tranquilizar o garoto, segurando em sua mão e levando-a a apontar a arma para o chão, quando de repente os policiais entraram na sala gritando para que ele largasse a pistola e se deitasse no chão. “Nesse momento, ele largou a arma. Mas eu fiquei segurando a mão dele porque tive medo que ele ainda pudesse atirar contra os policias, atentar contra a vida dele ou contra a minha própria”, disse ela.
O adolescente de 14 está apreendido na Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (DEPAI) no centro de Goiânia. Neste sábado, a Justiça de Goiás determinou que ele fique internado por 45 dias, o limite máximo previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em decisões preliminares. Após esse período, ele pode ser condenado a ficar recolhido a até 3 anos em uma fundação para menores de idade. A família do menino teme pela sua vida nesses lugares pelo fato de ser filho de policiais militares e pleiteia na Justiça que ele seja recolhido a um local separado dos demais internos.
Arquivado em: Brasil
 

Governo promete retaliar 'infiéis' após votação de denúncia

Governo promete retaliar 'infiéis' após votação de denúncia
© Foto: BETO BARATA/PR Governo promete retaliar 'infiéis' após votação de denúncia

BRASÍLIA - O governo está disposto a retaliar os deputados da base aliada que não apoiarem o presidente Michel Temer na votação da segunda denúncia contra ele, marcada para a próxima quarta-feira, 25, no plenário da Câmara. Em reunião realizada na noite deste domingo, 22, com Temer, no Palácio da Alvorada, ministros e líderes governistas avaliaram que a votação de quarta representará o mais importante teste de fidelidade da base e servirá para medir com quem o Palácio do Planalto pode ou não contar de agora em diante.
Embora a ameaça não esteja sendo feita publicamente, auxiliares de Temer afirmam que os infiéis perderão cargos no governo, o que pode levar à necessidade de uma reforma ministerial. O diagnóstico é que a pressão do Palácio do Planalto servirá para parlamentares indecisos reavaliarem posições, porque os partidos não vão querer perder postos estratégicos às vésperas do ano eleitoral de 2018.
ESPECIAL: Os placares das denúncias contra Temer
A maior incógnita, até agora, diz respeito ao PSDB. Em 2 de agosto, na votação da primeira denúncia apresentada pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer, por corrupção passiva, os tucanos se dividiram. Na ocasião, 22 deputados do PSDB foram a favor do arquivamento da acusação, mas 21 se posicionaram pela abertura do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). À época, afilhados políticos de infiéis perderam cargos de segundo e terceiro escalões, mas os tucanos foram poupados.
O PSDB comanda quatro ministérios (Cidades, Secretaria de Governo, Relações Exteriores e Direitos Humanos) e, desta vez, vai liberar o voto da bancada. O Planalto espera o apoio da ala pró-Aécio Neves, já que o governo trabalhou para que os senadores aliados mantivessem o mandato do tucano, que havia sido afastado do cargo por decisão da Primeira Turma do Supremo.
Após muitas articulações políticas, a equipe de Temer também acredita que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ajudará o Planalto na quarta-feira, ao contrário do que fez na votação de 2 de agosto, quando orientou a bancada a se posicionar contra o presidente.
Em entrevistas recentes, Alckmin classificou a nova "flechada" de Janot contra Temer como "inepta". A denúncia, por obstrução da Justiça e organização criminosa, teve como eixo as delações do empresário Joesley Batista e de outros executivos da J&F, além do depoimento do corretor Lúcio Funaro, apontado como operador do PMDB. Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) também são alvo da investigação e foram denunciados por organização criminosa.
Temer vai se reunir com líderes da base aliada nesta segunda e terça-feiras. Dez ministros que são deputados já foram exonerados temporariamente e retornaram à Câmara para ajudar o governo e pedir votos a favor de Temer.
Pelas contas do Planalto, o presidente pode ter agora cerca de 240 votos, 23 a menos do que os 263 obtidos quando a primeira denúncia foi apreciada na Câmara. Mesmo assim, a avaliação é de que, passada essa etapa, o governo conseguirá recuperar fôlego para retomar projetos importantes.
Com essa expectativa, a equipe de Temer já prepara o "day after" da crise e vai lançar o mote "Agora é Avançar". O slogan aparecerá em campanhas publicitárias, discursos, programas e também nas redes sociais.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem dito a Temer que é preciso criar rapidamente uma agenda de desenvolvimento. Maia argumenta que, com uma base fragilizada, será muito difícil votar propostas polêmicas, como a reforma da Previdência, mesmo que ela se resuma à redução da idade mínima para a concessão da aposentadoria e à quebra de privilégios.
Padilha e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, insistem, porém, que as mudanças da Previdência entrem na pauta da Câmara já em novembro, sob o argumento de que tudo ficará mais complicado no ano eleitoral de 2018. Os dois sustentam, ainda, que, sem essa reforma, as contas não fecham e não será possível retomar o crescimento.
Além de Padilha e Meirelles, participaram da reunião com Temer, neste domingo, os ministros Moreira Franco, Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Dyogo Oliveira (Planejamento). Estavam presentes, ainda, os líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Congresso, André Moura (PSC-SE), e o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), relator da CPI da JBS.

 

21 de outubro de 2017

‘Não julguem nosso filho’, pede mãe de vítima de atirador

Mãe de aluno morto presta homenagem nas redes sociais: Mãe do aluno João Pedro, morto a tiros por um colega de classe em Goiânia (GO), Barbara Melo presta homenagem ao filho nas redes sociais
© Instagram Mãe do aluno João Pedro, morto a tiros por um colega de classe em Goiânia (GO), Barbara Melo presta homenagem ao filho nas redes sociais

A mãe de uma das duas vítimas do atirador de Goiânia fez uma homenagem e um pedido público em rede social neste sábado. Barbara Melo, mãe do menino João Pedro Calembo, de 13 anos, publicou, neste sábado à tarde, uma foto em que aparece ao lado do filho, junto com um texto em que comenta a tragédia.
“Não julgue o nosso filho, a nossa família, pelas notícias que você tem lido. Nós e a escola sabemos que não foi assim. Somos pais presentes, disponíveis, empenhados na educação dos nossos 3 filhos. Respeitem nosso luto, somos humanos, falhos, gente que tenta acertar todos dias”, diz Barbara em post no Instagram.
O crime aconteceu na manhã desta sexta-feira no Colégio Goyases, em Goiânia. Um estudante de 14 anos, cuja identidade não foi revelada, atirou contra os colegas de sala João Pedro e João Vitor Gomes, que morreram no local. Outros quatro adolescentes ficaram feridos com os disparos, três em estado grave. O atirador foi detido pela Polícia Militar de Goiás e está apreendido na Delegação de Repressão e Apuração de Atos Infracionais.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Luiz Gonzaga Júnior, o atirador teria relatado que, supostamente, sofria bullying de João Pedro e que por isso havia escolhido o colega de sala como uma de suas vítimas. João Vitor seria seu amigo.
“A vida e suas reticências… Não vou reclamar meu Papai do Céu… Apenas aceitarei seus propósitos. Não entendo, nunca vou entender. Não quero buscar explicações. O Senhor apenas me emprestou o João Pedro pelos melhores 13 anos da minha vida”, escreveu Barbara ao começar o post. “Meu príncipe foi morar num lugar onde não há choro, tristeza ou dor. Nosso filho querido, amado, responsável por natureza…. Amamos vc eternamente! Estou despedaçada, mas o Senhor, no tempo dEle, me restaurará”, completa a mãe de João Pedro.
Mais cedo, o pai de João Pedro disse que já havia perdoado o atirador. “Foi uma fatalidade.”
Cortejo fúnebre de João Pedro: <p>Muitas pessoas acompanharam o sepultamento de João Pedro Calembro, no Parque Memorial, em Goiânia.</p> Imagem de um dos enterros  em Goiânia 
 
 

Lula diz que doará aprtamentos e sítio ao MTST se Justiça provar que são seus

Lula diz que doará imóveis ao MTST se Justiça provar que são seusSÃO BERNARDO DO CAMPO. Em visita a uma ocupação do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) no ABC, neste sábado, o ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar que os processos a que responde na Justiça são fruto de perseguição política e ironizou as acusações de que seja dono de imóveis não declarados. Em um discurso aos sem-teto da ocupação, Lula disse que se conseguirem provar que o triplex no Guarujá, o apartamento vizinho à sua cobertura em São Bernardo do Campo e o sítio de Atibaia forem seus, ele vai doá-los ao MTST.
— Estejam preparados, porque vocês podem ganhar dois apartamentos e uma chácara. Se conseguirem provar que são meus, serão seus. Pode avisar ao Moro (juiz Sérgio Moro) — disse disse Lula sob os aplausos dos sem-teto que acompanhavam seu discurso.
Em apoio à ocupação do MTST, que reúne mais de sete mil famílias, Lula disse que o terreno de cerca de 70 mil m2 em que estão instaladas não estava destinado a cumprir qualquer função social, e o movimento agiu corretamente ao ocupar o local.
— Nesse terreno não teria uma creche, uma escola, um hospital ou moradias populares. Então, vocês estão certos de ocupar para conseguirem um moradia digna — afirmou.
Segundo Lula, as mais de sete mil família da ocupação, chamada “Povo sem medo São Bernardo do Campo” e que considerada a segunda maior da América Latina, são compostas de pessoas que perderam seus empregos, ou não conseguem pagar aluguel. Por isso, o ex-presidente defendeu uma negociação pacífica com as autoridades e o seu proprietário, a Construtora MZM, a fim de viabilizar a um projeto de moradias populares nauqela área.
— Quero, por esse microfone, falar com o prefeito, com o governador, com o presidente golpista e com o povo brasileiro, que aqui tem homens, mulheres, pais e mães de família que não querem confusão. Querem um teto para se abrigarem do calor e do frio. E queremos que os vizinhos sejam solidários com essas pessoas. Aqui não tem bandido e muito menos bandida. Nem querem também fazer daqui uma favela. Querem apartamentos iguais aos que todos moram. Que na próxima reunião tenha uma solução amigável. Agora, porque o presidente golpista não compra esse terreno? — questionou o ex-presidente, que está em pré-camapnha para 2018, referindo-se ao presidente Michel Temer (PMDB).
A ocupação, que fica no bairo Assunção, em São Bernardo do Campo, teve início em setembro e os organizadores aguardam uma reunião a ser marcada pelo Grupo de Apoio às Ordens de Reintegração de Posse (Gaorp), do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O Goarp é formado por representantes dos governos federal estadual e municipal, além de representes do proprietário do terreno e do MTST.
O advogado das famílias, Roberto Lemos, explicou que já foi expedida uma ordem de reintegração de posse, mas o juiz do caso determinou que que a sentença somente será cumprida depois da reunião de conciliação no Gaorp.
— Mas vamos entrar com um pedido de suspensão da ordem de reintegração em Brasília. Entendemos que esse terreno não cumpre nenhuma ação social e, além disso, tem uma dívida de R$ 500 mil em IPTU somente neste ano —afirmou Lemos.
Além do líder do MTST, Guilherme Boulos, participaram do evento na ocupação nesta tarde a senadora Gleide Houfman, presidente do PT, e o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP).

MP pede internação provisória de garoto que matou colegas em Goiânia

Funcionários do Colegio Goyases fixam faixa de luto na fachada do predio: Funcionários do Colégio Goyases, em Goiânia, fixam faixa de luto na fachada do prédio
© Dida Sampaio|Estadão Funcionários do Colégio Goyases, em Goiânia, fixam faixa de luto na fachada do prédio
BRASÍLIA - O promotor Cássio Sousa Lima, da vara criminal do Ministério Público em Goiânia, pediu neste sábado, 21, a internação provisória, por 45 dias, do adolescente que matou dois colegas de classe a tiros no Colégio Goyases, na sexta-feira, 20, em Goiânia. Esse é o prazo estimado para a conclusão do processo e a decisão da justiça.

 

'Agora eu vou matar o pessoal da minha sala', pensou atirador

Jovem fez buscas no Youtube sobre massacres de Columbine e Realengo
© Foto: Rogerio Esteves/Photo-Press/Agência-O-Globo Jovem fez buscas no Youtube sobre massacres de Columbine e Realengo

GOIÂNIA — O depoimento do adolescente que abriu fogo numa escola em Goiânia revela um planejamento dos atos e um desejo de matar os colegas de sala de aula, inspirado nos massacres de Columbine, nos Estados Unidos, e do Realengo, no Rio. O jovem de 14 anos fez buscas no Youtube sobre os dois massacres, meses antes. Naquele momento, segundo o depoimento à Polícia Civil, ele já havia pensado:
— Agora eu vou matar o pessoal da minha sala.
O atirador tinha um alvo específico, João Pedro Calembo, de 13 anos. O agressor disse que se incomodava com um suposto bulliyng por parte do colega. Calembo morreu dentro da sala de aula. Também morreu João Vitor Gomes, de 13 anos. Ele teria sido alvejado a esmo, assim como outras quatro vítimas que ficaram feridas.
— Ele me amolava muito — disse o adolescente no depoimento sobre Calembo.
Depois de disparar contra o desafeto, o adolescente passou a atirar em toda a sala de aula.
— Agora eu vou matar todo mundo — teria dito.
Após os disparos, os alunos correram para o corredor. O adolescente recarregou a arma, um revólver .40, e seguiu ao corredor, quando foi convencido pela coordenadora a desistir de mais disparos. A arma é de uso da mãe, sargento da Polícia Militar (PM) de Goiás. O pai é major da PM. O revólver tem o símbolo da polícia.

 Agência O Globo

20 de outubro de 2017

Temer admite alterar portaria sobre trabalho escravo

Presidente Michel Temer – 04/10/2017: Temer afirmou na entrevista que pretende sancionar o projeto sobre o novo Refis em 3 de novembro
© Reuters Temer afirmou na entrevista que pretende sancionar o projeto sobre o novo Refis em 3 de novembro

O presidente Michel Temer admitiu em entrevista ao site Poder360 que o Ministério do Trabalho pode alterar a portaria que muda a definição de trabalho escravo. Publicada na segunda-feira, a portaria recebeu críticas do Ministério Público Federal, magistrados, entidades de direitos humanos e até mesmo de setores internos do Ministério do Trabalho.
Temer afirmou que o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, se reuniu com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para tratar das mudanças.
“Ele esteve duas vezes com ela e recebeu sugestões que ela fez. Ele está examinando as sugestões. É muito provável que incorpore várias”, afirmou Temer na entrevista.
Raquel Dodge encontrou-se com Ronaldo Nogueira na quarta-feira. No encontro, a procuradora-geral da República classificou a portaria de “retrocesso à garantia constitucional de proteção à dignidade da pessoa humana”.
Segundo Temer, as mudanças serão feitas por meio de uma nova portaria. Entre as alterações previstas está a criação de uma delegacia de crimes do trabalho escravo vinculada ao Ministério da Justiça – “onde já há uma delegacia da PF para crimes previdenciários e trabalhistas”.
Temer negou que a portaria reduza o conceito de trabalho escravo. “Não é só o direito de ir e vir, não. Direito de ir e vir está assegurado amplamente. Acho que nem tem sentido usar esse argumento.”
O presidente afirmou que o ministro lhe mostrou autuações de trabalho escravo que o impressionaram. “Um deles, por exemplo, diz que se você não tiver a saboneteira no lugar certo significa trabalho escravo.”
Refis
Temer afirmou na entrevista que pretende sancionar o projeto sobre o novo Refis em 3 de novembro.
Segundo ele, o prazo de adesão poderá ser prorrogado. “A adesão pode ocorrer a qualquer momento. Não é improvável, se necessário for, que eu edite uma medida provisória prorrogando o prazo de adesão em, digamos, quinze dias, vinte dias, um mês.”
O presidente afirmou que “seguramente” haverá vetos ao texto aprovado no Congresso, embora não tenha especificado quais seriam.
Fonte

20 de julho de 2017

Mulher é condenada por assassinato do marido em crime 'testemunhado' por papagaio

Glenna Duram foi considerada culpada pelo assassinato de seu marido
© Foto: ABC Glenna Duram foi considerada culpada pelo assassinato de seu marido

Uma mulher foi considerada culpada de assassinato por ter atirado cinco vezes contra seu marido - em um caso aparentemente presenciado por um papagaio.
Glenna Duram disparou contra o marido, Martin, antes de voltar a arma contra si mesma em uma tentativa frustrada de suicídio na casa do casal em Sand Lake, no Estado de Michigan, nos Estados Unidos, em maio de 2015.
Mais tarde, o papagaio repetiu as palavras "Don't f****** shoot!" ("Não atire, p***a!", em tradução livre) na voz da vítima, segundo a ex-mulher de Martin.
O animal, um papagaio-cinzento chamado Bud, não foi usado no julgamento.
O júri considerou Glenna, de 49 anos, culpada de homicídio de primeiro grau após um dia de deliberações. Ela receberá a sentença no mês que vem.
Glenna sofreu um ferimento na cabeça durante a tentativa de suicídio, mas sobreviveu.
A ex-mulher de Martin e atual dona de Bud, Christina Keller, disse acreditar que o animal estava repetindo uma conversa da noite do crime, que segundo ela terminou com a frase "não atire!", com um palavrão no meio.
Os pais de Martin concordaram com a possibilidade do animal ter ouvido a discussão do casal e então ter ficado repetindo suas últimas palavras.
"Eu pessoalmente acho que ele estava lá, que ele lembra e estava falando isso", disse o pai, Charles, à imprensa local.
"Aquele pássaro percebe absolutamente tudo e tem a boca mais suja da área", disse a mãe, Lilian Duram.
Um papagaio-cinzento como Bud, que tem uma 'boca suja' segundo a mãe da vítima © Fornecido por BBC Um papagaio-cinzento como Bud, que tem uma 'boca suja' segundo a mãe da vítima 

 

7 de julho de 2017

Lívia Andrade comenta confusão com Flor no SBT

Famosas protagonizaram uma 'cena' no "Jogo dos Pontinhos"
© Instagram Famosas protagonizaram uma 'cena' no "Jogo dos Pontinhos"
Lívia Andrade confirmou que teve uma desavença com Flor durante uma gravação do "Programa Silvio Santos", do SBT - o resultado está previsto para ir ao ar no próximo domingo (9).
Segundo a coluna do jornalista Flávio Ricco, a veterana chegou a passar mal com a briga e foi atendida pelos médicos no ambulatório da emissora.
A atriz garantiu que, apesar do ocorrido, nenhuma passou dos limites e elas apenas protagonizaram a "mesma coisa de sempre" no ‘Jogo dos Pontinhos".
Ao "Uol", Lívia ainda explicou por que usou a imagem de uma cobra para cobrir o rosto da loira em uma foto compartilhada em seu Instagram.
"Se temos algum problema pessoal, para lavar roupa suja é no camarim. No palco, é para brincar. Há momento de saber a hora de parar porque o Silvio vai cutucar e querer extrair o máximo da gente", comentou.
E acrescentou: "Falei para ele e vai para o ar neste domingo: ‘Aqui é o Instituto Butantan, meu querido. Aqui tem várias espécies e você é a ‘cobra rei’, a ‘cobra mor’, o cobrão da emissora’. Não me tirei disso. Em televisão, não tem santo nem inocente".

 

Taís Araújo sobre injúria racial: 'Implorei para a Globo me resguardar'

Taís Araújo sobre injúria racial: 'Implorei para a Globo me resguardar': "Meu lugar não é na seção policial do noticiário e sim na de cultura", disse a estrela global
© Reprodução / Facebook "Meu lugar não é na seção policial do noticiário e sim na de cultura", disse a estrela global

Os assuntos 'injúria racial, 'racismo' e 'preconceito' voltaram à tona na entrevista que Taís Araújo deu à revista Marie Claire recentemente. A atriz, que sempre milita pelos direitos das minorias, principalmente da comunidade negra, entregou que sofreu calada e tentou ser discreta quando foi vítima de racismo na internet, em 2015.
"Percebi que não podia mais aceitar o preconceito passivamente. Ao mesmo tempo, não queria me promover em cima do racismo. Então, optei por não dar entrevistas — o que me causou muita dor de cabeça", declarou Taís.
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A artista comentou também sobre o 'pedido de socorro' que fez à Globo, emissora em que trabalha. "Eu fui à delegacia prestar queixa por injúria racial. Sofri muita pressão para falar sobre o assunto na época. Até do Jornal Nacional. Tive que implorar para que a Globo me resguardasse. Meu lugar não é na seção policial do noticiário e sim na de cultura. Quanto mais falasse sobre aquilo, mais voz daria aos racistas", disse a estrela.
A propósito, Taís Araújo recebeu o marido Lázaro Ramos no 'Saia Justa' do GNT nesta semana. No programa, o ator falou também sobre a pobreza em que viveu e o sofrimento causado também pelo racismo. Parte da sua trajetória foi parar no livro 'Na Minha Pele', escrito por ele.

 

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Tradutor

"Play Aperte Aqui"