12 de março de 2014

Planalto troca ministros da Agricultura e Turismo

Neri Geller e Ângelo Oswaldo, ambos do PMDB, foram confirmados nas pastas na noite desta quarta-feira

© 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
BRASÍLIA — Embora sem anúncio oficial do Palácio do Planalto, dois novos ministros, filiados ao PMDB, foram escolhidos na noite desta quarta-feira como titulares das pastas da Agricultura e do Turismo. Mesmo com a bancada do partido na Câmara se negando a indicar novos nomes, por causa da posição atual de enfrentamento com o governo, os novos ministros, escolhidos pela presidente Dilma Rousseff, atendem aos deputados do PMDB. Neri Geller assumirá a Agricultura no lugar do deputado licenciado Antonio Andrade (MG); e o ex-prefeito de Ouro Preto Ângelo Oswaldo irá para o Turismo, em substituição ao também deputado licenciado Gastão Vieira (MA).
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Interlocutores da presidente Dilma confirmaram que nesta quarta-feira estava determinada a resolver a pendência nos ministérios do PMDB. Telefonou para o vice-presidente Michel Temer e afirmou:
- Vou resolver esta novela hoje. Geller e Andrade estiveram na noite desta quarta-feira com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e o líder da bancada, Eduardo Cunha. Geller saiu do encontro já falando como novo ministro da Agricultura, mesmo sem o Planalto se pronunciar.
- Realmente, a presidente nos convidou. Eu tenho o aval do ministro Antonio Andrade e do setor. A indicação foi do ministro para dar sequência ao trabalho que ele vem desenvolvendo no ministério. Não é indicação da bancada - disse Geller.
- A bancada diz que não vai indicar ninguém, mas o Neri não teve objeção de nenhum deputado e nem do Henrique. Vim agradecer ao Henrique, e o líder estava aqui (por acaso). Ele é do PMDB, é um bom nome e não vai acirrar nenhum ânimo - disse Antonio Andrade, completando. - Pelo contrário, de anteontem para ontem, todos concordaram com essa indicação. Ele é bom pelos os interesses do agronegócio, que está muito bem no Brasil, e vai ajudar a Dilma.
Um pouco depois, Cunha e Henrique saíram do gabinete da presidência da Câmara elogiando a escolha de Geller. Ambos afirmaram que não foi indicado pela bancada, mas é um bom nome. Sobre o novo ministro do Turismo, escolha da presidente, preferiram não comentar. Sobre a substituição de Gastão Vieira, o líder Eduardo Cunha afirmou:
- Para mim é indiferente, não melhora nem piora. Agora está certa ela (a presidente) de acabar com essa novela.
Recém-chegado ao PMDB, Geller é muito próximo do senador Blairo Maggi (PR-MT) e tem apoio das principais entidades do agronegócio. Mas atende também ao líder rebelado do PMDB Eduardo Cunha, que há um mês avalizou seu nome - antes de entrar em confronto com o Planalto -, numa reunião com o atual ministro Antônio Andrade.
Para o Turismo, o peemedebista escolhido por Dilma é ex-prefeito de Ouro Preto (MG). Atualmente, Ângelo Oswaldo preside o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). É do chamado PMDB histórico, ligado ao ex-governador José Aparecido, e foi secretário de Cultura do governo Itamar Franco em Minas. As novas posses devem ocorrer na sexta-feira.
Na Pesca, secretário assume vaga de Crivella
Além da Agricultura e do Turismo, já está definido também o novo titular do Ministério das Cidades, da cota do PP — Gilberto Occhi, funcionário de carreira da Caixa, no lugar de Aguinaldo Ribeiro. A presidente ainda precisa definir o novo titular dos Direitos Humanos (PT). E confirmar as indicações do ex-ministro Miguel Rossetto para voltar à pasta do Desenvolvimento Agrário — ele já se instalou em Brasília e está tomando conhecimento dos projetos em andamento na pasta — e de Francisco Teixeira (PROS), na Integração Nacional.
A vaga do ministro da Pesca, Marcelo Crivella (PRB), deve ser ocupada pelo secretário-executivo da pasta, Atila Maia da Rocha. O combinado é que, Dilma sendo reeleita, Crivella voltará ao cargo, se perder a disputa para o governo do Rio.
A reforma ministerial extrapolou o prazo dado pela presidente para concluir as mudanças na equipe provocadas pelas eleições. Dilma disse, em dezembro, que pretendia fazer a reforma entre meados de janeiro e o carnaval. Nesse prazo, ela só conseguiu mexer em ministérios petistas — Saúde, Educação e Casa Civil. Segundo a legislação eleitoral, os candidatos devem deixar o governo até 4 de abril.
Um dos integrantes do “blocão” da Câmara, o PSC fez uma longa reunião com sua bancada de 13 deputados para debater a possibilidade de formalizar o rompimento com o governo. Desistiram dessa decisão, mas informaram a integrantes do governo que a partir de agora o partido estará voltado para consolidar a candidatura própria do presidente da legenda, Pastor Everaldo, à Presidência da República — o que significa que o PSC não estará na coligação da presidente Dilma Rousseff, como esteve em 2010.
Os deputados avaliaram que o rompimento poderia parecer uma nova manobra do PMDB, com quem o PSC mantém relação muito próxima. Os deputados optaram, então, por fazer apenas um comunicado informal ao líder do governo de que a bancada manterá postura de independência e se empenhará na candidatura presidencial do pastor.

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