1 de dezembro de 2014

Prefeitura proíbe mesas e cadeiras de plástico nas calçadas dos bares

Foto: Francisco Galvão
O documento também proíbe a colocação de mesas e cadeiras fixas em logradouro público, nas áreas externas de bares e restaurante
O documento também proíbe a colocação de mesas e cadeiras fixas em logradouro público, nas áreas externas de bares e restaurantes
Já está valendo a portaria que proíbe a utilização de mesas e cadeiras de plásticos nas ruas para a exploração comercial. Publicada na última sexta-feira no Diário Oficial do Município pela Secretaria Municipal de Ordem Pública, o documento revoga a portaria nº 085/2003, exigindo dos bares e restaurantes a padronização destes equipamentos.
A partir de agora, mesas e cadeiras devem ser de madeira ou alumínio, e a escolha do material obedece a critérios técnicos da Semop e projetos urbanísticos da Fundação Mário Leal Ferreira. De acordo com o município, a iniciativa faz parte do projeto de ordenamento da cidade.
O documento também proíbe a colocação de mesas e cadeiras fixas em logradouro público, nas áreas externas de bares e restaurantes. Também passa a não ser permitido lotar as ruas de mesas e cadeiras, caso não acha demanda de clientes. No entanto, dentro dos estabelecimentos comerciais, a escolha de utilização destes materiais continua sob o critério dos proprietários.
Para o presidente da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (FeBHA), Silvio Pessoa, a iniciativa do município vem a acrescentar, dando novo nível de beleza às áreas públicas.
“Somos completamente favoráveis à implantação desta mudança. As cadeiras de plástico, embora sejam fáceis de manusear, não  são estaticamente bonitas. Vários locais do mundo já aderiram a esta padronização que deve deixas as ruas menos poluídas visualmente”, afirmou, ressaltando que a padronização é necessária. Em algumas regiões, como no Largo da Mariquita, cada bar utiliza uma cor de material, ficando um verdadeiro carnaval. Visualmente não é bonito. Parece algo improvisado”, opinou.
Sobre a determinação, ele diz que acha justo o município definir as regras de utilização dos espaços públicos. “Dentro do estabelecimento, cada proprietário faz o que quiser”, lembrou. Para que a mudança não pese no bolso dos proprietários de bares, ele orienta que os estabelecimentos tentem parcerias com empresas como cervejarias e administradoras de cartões de crédito com o intuito de disponibilizarem o material com base nas novas regras.
Nas ruas a portaria ainda é vista como novidade e os bares continuam utilizando o material agora proibido. Integrante da comissão que elaborou a portaria, o chefe do Setor de Feiras e Mercados da Semop, Edson Júnior, explica que, a partir de segunda-feira, uma campanha feita pelo órgão municipal irá orientar os proprietários dos bares sobre a nova determinação. “Nós só podemos fazer qualquer tipo de comunicado a partir da publicação da portaria”, salientou.
Segundo ele, o documento 179/2014 chega para complementar o decreto que regulamenta a quantidade de mesas e cadeiras permitidas em espaços públicos. “O projeto que deixar a cidade visualmente mais harmônica, assim como aconteceu com as praias de Salvador”, continuou.
A nova estrutura dos objetos, sugerida pela prefeitura, também visa a economia de espaço, já que as novas mesas e cadeiras devem atender a critérios como tamanho, modelo e tipo de material utilizado.
Garçom no bar Cara de Boteco, no Rio Vermelho, Evandro Andrade diz acreditar que a iniciativa vai ajudar a deixar a cidade mais bonita. No entanto, ele salienta que os bares que não possuem contrato de exclusividade com cervejarias devem ter gastos na aquisição do novo material.
No Bar Cabral 500, parte das mesas e cadeiras utilizadas no estabelecimento já é de madeira, mas apenas as que ficam na parte interna. Na opinião da bar girl Maria das Dores Nunes, as cadeiras de plástico representam menos riscos.
“Uma cadeira de maneira, se utilizada de forma indevida, pode virar uma arma”, ponderou. Já o proprietário dos bares Meia 8 e Quatro Ventos, Mário Cosentino, aprovou a iniciativa, mas disse que um prazo deve ser dado aos empresários para a mudança. “Na Itália e em vários países da Europa já funciona desta forma”, finalizou.
 por Kelly Cerqueira

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