3 de dezembro de 2015

Dilma busca atrair Temer para defesa contra impeachment

BRASILIA, DF, BRASIL, 17-11-2015, 12h00: Lideranças do PMDB, o vice presidente Michel Temer, o presidente do senado senador Renan Calheiros, o presidente da câmara deputado Eduardo Cunha, o ex presidente Jose Sarney, o presidente da fundação Ulysses Guimarães Moreira Franco e demais autoridades, participam do Congresso da Fundação Ulysses Guimarães, do PMDB, no Hotel Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) O vice-presidente Michel Temer em evento do PMDB

Ministros do governo Dilma Rousseff trabalham para constranger o vice-presidente Michel Temer (PMDB) a se solidarizar publicamente com a petista durante a tramitação processo de impeachment.
A estratégia ficou evidente nesta quinta-feira (3), quando aliados de Dilma e de Temer deram versões conflitantes sobre o primeiro encontro de ambos após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciar que daria prosseguimento a um pedido de afastamento da petista.
Enquanto auxiliares da presidente se anteciparam a divulgar que o peemedebista "assumiu o compromisso" de estar junto com Dilma "na defesa da legalidade e da estabilidade institucional do país", aliados do vice diziam que ele se limitou a recomendar à presidente uma "postura institucional", evitando o conflito com Cunha para "não aprofundar a crise já posta".
Até mesmo a duração do encontro foi motivo de divergência.
O Palácio do Planalto divulgou que a reunião durou toda a manhã, enquanto pessoas próximas a Temer diziam que os dois estiveram juntos por apenas 30 minutos.
O ministro Jaques Wagner (Casa Civil), porém, negou que Temer tenha sugerido a Dilma não entrar em conflito público com Cunha. "Eu estava presente na conversa inteira e não vi essa citação do vice-presidente".
A ordem no Planalto foi reagir aos ataques do presidente da Câmara, que acusou Dilma de ter mentido ao afirmar que jamais aceitaria qualquer barganha contra o funcionamento das instituições democráticas. "Quem mentiu foi ele", disse o ministro em coletiva à imprensa no Palácio do Planalto.
Wagner aproveitou para dizer que Temer tem "uma longa trajetória de ser democrata e constitucionalista". O PT e a própria presidente Dilma têm chamado de "golpe" a instauração do pedido de afastamento.
"Assim como nós, Temer não vê nenhum lastro para esse processo de impeachment", completou o ministro.






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