3 de dezembro de 2015

Japão envia frota de navios para caçar baleias mesmo após ter sido proibido pela ONU

ONG Sea Shepherd partiu para tentar impedir a atividade ilegal.



Em abril de 2014, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) determinou que o Japão parasse de caçar baleias. A CIJ é um órgão jurídico ligado à Organização das Nações Unidas (ONU).
Desde 1982, o país asiático alega que caça baleias para fins científicos, aproveitando uma brecha nas leis internacionais que permitem caça para esse fim. Mas na CIJ, o juiz que presidiu o caso e determinou que o Japão cessasse suas atividades baleeiras e ressaltou que o país não mostra resultados. Apesar de ter caçado cerca de 4.000 baleias nos últimos anos, o Japão não publica estudos relevantes que justifiquem a prática. Ficou claro para a CIJ que os japoneses caçam para fins comerciais.
Mas na última terça-feira (1), o Japão declarou que apresentou um novo plano de caça à Comissão Internacional da Baleia (CIB), que decide quem pode e quem não pode matar baleias. Teoricamente, a CIB usa como critério fatos que comprovem que a caça será para fins científicos.
Mesmo diante da óbvia intenção de caça comercial, a CIB atendeu ao pleito dos japoneses porque eles disseram que vão capturar e matar ⅓ dos animais que pretendiam. Com base nessa informação vazia, o Japão conseguiu autorização para voltar ao mar com seus arpões. Esse é o plano de caça que o Japão apresentou à CIB: matar menos – na teoria – para continuar matando.
A Corte Internacional de Justiça (CIJ) ainda não se pronunciou sobre a nova investida dos japoneses. A ONG Sea Shepherd, que há mais de três décadas luta pela vida marinha, já informou que um de seus navios vai acompanhar a frota japonesa para tentar impedir a caça.

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