3 de dezembro de 2015

MST nega acusação de ter invadido fazenda e decapitado 20 vacas prenhes em Marabá, no Pará

Não há certeza de quem foi, mas os animais foram assassinados.



Pecuaristas têm acusado o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de invadir uma fazenda chamada Cedro em Marabá, município que fica a 550 km de Belém, no Pará. No Facebook, páginas ligadas à pecuária afirmam que o MST matou violentamente 20 vacas prenhes e, consequentemente, seus filhotes.
As fotos são chocantes e mostram diversos animais sem cabeça e vários fetos em fase avançada enfileirados ao lado de cápsulas de espingarda. A alegação é de que um grupo do MST invadiu a propriedade e matou os animais a tiros e a golpes de facão.
O MST emitiu uma nota de repúdio nessa quarta-feira (2) negando que qualquer pessoa ligada ao movimento tenha feito tamanha barbaridade. Na nota, publicada no site oficial do movimento (leia aqui), o MST afirma que a fazenda Cedro tem segurança armada. Em 2012, ainda segundo a nota, 22 pessoas do movimento ficaram feridas após os seguranças abrirem fogo contra um grupo de manifestantes que passava em frente à propriedade.
As fotos mostram que os animais mortos e dilacerados estavam em um curral próximo à sede da fazenda, ou seja, local provavelmente bastante vigiado. O MST dá a entender em seu texto que os próprios pecuaristas mataram os animais para tentar jogar a opinião pública contra seu movimentopor meio das redes sociais.
De fato, as imagens publicadas pelos pecuaristas têm dezenas de milhares de compartilhamentos, muitos deles atrelados a comentários de ódio contra o MST.
Não ficou claro, portanto, quem assassinou essas mães e seus filhotes, mas as fotos são claras, não se trata de montagem. Na disputa de terras e da atenção da sociedade, os animais pagaram com a vida.

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