6 de maio de 2017

Com autorização para simular fumo, Marcha da Maconha no Rio pede descriminalização

Andrezza Giusti Amora nao toma mais morfina desde que passou a usar maconha
Andrezza Giusti Amora nao toma mais morfina desde que passou a usar maconha Foto: Mônica Imbuzeiro
Milhares de pessoas participam, neste sábado, da Marcha da Maconha, evento anual que pede a descriminalização do uso da droga no Brasil. Os participantes partiram do Posto 10, na orla de Ipanema, em direção ao Arpoador. Nas últimas edições, a marcha deu bastante destaque à reivindicação de legalizar o uso medicinal da maconha, que, segundo diferentes estudos científicos, alivia a dor e o estresse e reduz a frequência de crises convulsivas em pessoas que sofrem de epilepsia crônica.
De acordo com a Guarda Municipal, a expectativa é que, durante o percurso, cerca de 5 mil pessoas se reúnam em torno da marcha. O trânsito na via está interditado desde as 15h. Equipes da CET-Rio também acompanham a operação, com 20 guardas de trânsito, um reboque e oito motos para patrulhamento.
O clima na orla é de integração, e o discurso é de conscientização pela descriminalização e pelo uso medicional da droga, ilegal no país. Na sexta-feira, uma liminar da Justiça garantiu o direito de os ativistas se manifestarem “simulando” fumo. De acordo com a Polícia Militar, um ônibus e três viaturas acompanharão o percurso. Nenhuma ocorrência foi registrada até às 16h30m.

Margarete, Marcos e a filha Sofia, que sofre de distúrbio raro que causa epilepsia
Margarete, Marcos e a filha Sofia, que sofre de distúrbio raro que causa epilepsia Foto: Agência O Globo

Entre os participantes, estava Andrezza Giusti Amora, que parou de usar morfina para amenizar a dor desde que começou a fumar maconha.
Desde 2013, Margareth Brito, co-fundadora e presidenteou da Organização Não Governamental de Apoio à pesquisa e pacientes de Cannabis (Apepi), faz uso da planta medicinal para tratar da doença da filha Sofia, de 8 anos, que a acompanhava na marcha. Ela sofre de CDKLS5, um tipo de epilepsia de difícil controle, explica Margareth. A família de Margareth foi a primeira no Brasil a conseguir autorização na Justiça para tratar a doença a partir do plantio da erva.
- Sou a única autorizada a plantar, e por isso me reúno com grupos de pais que também têm filhos com epilepsia e precisam de ajuda. Nós nos ajudamos, e precisamos cada vez mais que haja a conscientização do uso medicinal da maconha para o tratamento das doenças - disse Margareth.

Manifestante na Marcha da Maconha
Manifestante na Marcha da Maconha Foto: Agência O Globo


Manifestante na Marcha da Maconha


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