7 de maio de 2017

Defesa de Lula critica vídeo de Moro: ‘Isso não é normal’

O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin: O advogado do ex-presidente Lula e da esposa Marisa Letícia, Cristiano Zanin, concede entrevista coletiva em São Paulo (SP) - 14/09/2016
© Nacho Doce O advogado do ex-presidente Lula e da esposa Marisa Letícia, Cristiano Zanin, concede entrevista coletiva em São Paulo (SP) - 14/09/2016
O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, criticou neste domingo o juiz Sergio Moro por ter gravado um vídeo em que pede aos apoiadores da Lava Jato para não se manifestarem no dia do interrogatório de Lula, que ocorrerá nesta quarta-feira, dia 10 de maio. O advogado afirmou que a gravação demonstra a “imparcialidade” e a “motivação política” do juiz que conduz as ações da Operação na primeira instância, em Curitiba.
Com o bombardeio de novas acusações nas últimas semanas — primeiro, as delações da Odebrecht, depois os depoimentos do empreiteiro Léo Pinheiro e do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, Lula e sua defesa engrossaram a reação contra o juiz e os investigadores da Lava Jato.
“O juiz Moro, que deveria ser imparcial, fala diretamente aos seus apoiadores. Isso não é normal em um sistema democrático. Em uma democracia, políticos têm apoiadores e oponentes. Juízes, não. Em uma democracia, juízes não transmitem vídeos para os seus apoiadores. Em uma democracia, juízes não procuram e tentam influenciar a opinião pública”, disse Zanin em vídeo publicado na sua página no Facebook.
 Na noite de sábado, Moro fez um apelo para que manifestantes favoráveis à Lava Jato não comparecessem a atos em frente à Justiça Federal de Curitiba. O motivo, segundo ele, seria para evitar conflitos, uma vez que movimentos pró-Lula organizaram carreatas para ir à capital paranaense. “Eu diria o seguinte: Esse apoio sempre foi importante. Mas nessa data ele não será necessário. Tudo que se quer evitar é uma espécie de confusão e conflito e acima de tudo não quero que ninguém se machuque. Por isso, a minha sugestão: Não venham. Não precisa. Deixa a Justiça fazer o seu trabalho. Tudo vai ocorrer com normalidade. E espero que todos compreendam”, disse o juiz em postagem feito na página da sua mulher no Facebook.
 Na noite de sábado, Moro fez um apelo para que manifestantes favoráveis à Lava Jato não comparecessem a atos em frente à Justiça Federal de Curitiba. O motivo, segundo ele, seria para evitar conflitos, uma vez que movimentos pró-Lula organizaram carreatas para ir à capital paranaense. “Eu diria o seguinte: Esse apoio sempre foi importante. Mas nessa data ele não será necessário. Tudo que se quer evitar é uma espécie de confusão e conflito e acima de tudo não quero que ninguém se machuque. Por isso, a minha sugestão: Não venham. Não precisa. Deixa a Justiça fazer o seu trabalho. Tudo vai ocorrer com normalidade. E espero que todos compreendam”, disse o juiz em postagem feito na página da sua mulher no Facebook.
 Enquanto Moro frisa que o depoimento é um ato normal do processo, Lula planeja dar ao seu interrogatório ares de confronto político e, para isso, convocou as massas para ir a Curitiba.

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